Friday, November 11, 2016

Parabéns Donald Trump, XLV Presidente dos EUA



As últimas horas foram históricas, ditaram Donald Trump como o novo Presidente dos EUA, venceu claramente em 30 Estados, basta ver o mapa e tirando as "pontas" ele é praticamente vermelho (Estados em que Trump venceu). Antes de mais, quero dizer que não concordo a 100% com Trump, mas era de longe o candidato em quem eu também votaria se fosse americano, e era por ele que estava a torcer. A verdade é que Trump conseguiu o "impossível", ele ganhou contra tudo e todos, o último ano foi vergonhoso para a comunicação social e restantes movimentos esquerdóides, passaram o ano a esculachar sem dó nem piedade Trump, não importa o que ele fizesse ou dissesse, Trump era sempre o alvo a abater, custasse o que custasse, doesse a quem doesse, Hillary tinha de vencer estas eleições a todo o custo diziam a interminável cartilha de iluminados por todo o globo. Para esta gente Trump era a ressurreição do mal, o Anti-Cristo, o profeta do Apocalipse, o homem que iria iniciar a Terceira Guerra Mundial porque acabou-se o chocolate, e sei lá mais o quê. Ao mesmo tempo, Hillary Clinton, que sempre viveu do apelido, está enterrada à anos em processos de corrupção, é investigada pelo FBI, financiou o ISIS, pró-NWO e globalização entre um interminável rol de coisas más, foi pintada como a salvadora dos EUA e como a keeper da paz Mundial. Na verdade daquilo que vi das duas campanhas, a campanha de Hillary juntamente com os seus amigos mediáticos, sempre foi criticar Trump, nunca a vi apresentar ideias ou projectos, mais do que ser a Hillary Clinton, tal como o seu eleitorado, eram apenas anti-Trump, e não pró-Hillary. Trump tem o meu respeito pela sua personalidade, pela sua frontalidade e por ter algumas ideias nas quais me revejo, é anti-globalização, é anti-NWO, é anti-sistema, defende o conceito de Nação-Estado, defende a capitalização da classe operária e criação de empregos nos EUA (algo que Obama prometeu e falhou redondamente), do outro lado da moeda, todos desconhecem quais as ideias de Hillary, pois a única coisa que vi na campanha além dos ataques a Trump, foi que prometeu o apoio dela à Black Lives Matter (escumalha) e que todas as mulheres iam votar nela por ser mulher. Não acredito que Trump seja um John Kennedy ou Ronald Reagan, mas dificilmente não será o melhor Presidente dos EUA pós-Reagan se implementar as suas ideias e promessas. Uma coisa tenho a certeza: será melhor que Obama! E porque digo isto? Porque Obama pura e simplesmente só fez disparates, isto quando não fazia absolutamente nada. Sejamos realistas, Obama foi eleito por ser preto, contando com todos os votos da pretalhada e niggerlovers dos EUA, ajudou à festa ter defrontado dois candidatos ridículos, que de certa forma sofreram um «bullying» mediático por parte dos media, não resistiram e o resultado reflectiu-se nas urnas. O Obamacare foi ridículo, motivo de chacota por todos os EUA, Obama disse que ia acabar com Guantanamo em Cuba, além de não ter feito nada disso, ainda causou a famosa 'Primavera Árabe', causando um êxodo de milhares de muçulmanos a invadirem a Europa, abriu as portas a regimes ditatoriais (Cuba), destruiu centenas de milhares de empregos, a dívida pública dos EUA atingiu o pico máximo histórico, entre outras coisas, afinal porque há quem diga que Obama foi bom Presidente se não fez obra nenhuma? Aliás, há praticamente um ano que Obama deixou de ser Presidente dos EUA para apoiar a candidatura de Hillary Clinton, difamando Trump e fazendo apelos ao voto em Hillary de todas as formas ridículas, a verdade é que ninguém notou a diferença quando ele "deixou" de fazer o papel de Presidente, de tão bom Presidente que ele foi...
O mapa mostra um Sul dos EUA todo vermelho (exceptuando a Califórnia e o Novo México), isto mostra bem o quanto os Sulistas estão saturados da imigração massiva e criminalidade vinda do sul do continente americano, para alguns o tal muro parecia algo ridículo saído de um filme de Hollywood, mas pelos vistos quem «sofre na pele» dá razão a tal «muro», calando muita gente que é contra mas não sente na pele o mesmo. Mais do que Donald Trump ser o novo Presidente dos EUA, foi uma vitória contra o sistema, contra a globalização, contra a NWO, foi um tiro no porta-aviões Rothschild/Rockfeller, e acima de tudo foi uma vitória contra todos os comentadores esquerdóides e jornalecos de pacotilha de quinta categoria, que todos os dias debitam alarvidades como se fossem donos de toda a razão, foi uma derrota do chico-espertismo, da esquerdalha saloia, do niggerlovismo, dos lobbys, de todo o escárnio filho da puta que dedicaram ao homem. Trump venceu o sistema, conseguiu o impossível, está de parabéns por isso. Eu pessoalmente, nestas últimas horas, estou a adorar cada segundo da azia dos esquerdóides e demais ralé, os mesmos gajos que aqui votaram no BE, no Sócrates e no António Costa, dizem que os americanos são burros, adoro ironias, e vocês? :)
Nada de novo portanto, esta mesma esquerdalha é aquela que diz que o povo é soberano e manda, mas parece que é só quando os resultados eleitorais são a favor dos candidatos destes, caso contrário é burro e estúpido...
As coisas estão a mudar, Hungria tem Orbán, Aústria tem um governo Nacionalista, a Polónia se não tem para lá caminha, no Reino Unido optaram pelo Brexit, nos EUA Trump conseguiu o impossível, o próximo passo será a vitória de Marine Le Pen em França, que tão urgentemente precisa de políticas nacionalistas se quiser continuar a existir como a França.
Recordem-se destas últimas 24 horas, porque foi um dia histórico, foi a renovação da esperança e talvez o primeiro grande abalo a este sistema decadente e corrupto vigente.
Now Mister Donald Trump, Make America Great Again!

Sunday, October 30, 2016

Pensionistas versus Classe Operária, Reformas versus Ordenados

Acho impressionante que todos os media, partidos políticos, jornalistas e a maioria da populaça em geral, de certa forma concordarem com os aumentos de pensões aos reformados, acho impressionante que ninguém tenha coragem de meter o dedo na ferida, uns porque não vá falarem contra eles, outros porque têm receio de ofender alguém e não querem levar com uma bengala nos cornos, os partidos porque sabem que grande parte do eleitorado são reformados e caso não os satisfaçam estes irão ser penalizados nas urnas. E mesmo no enorme disparate (a nível económico) que é aumentar as pensões, seria de bom senso aumentar as pensões mais baixas e não as de 5000€, alguém me explica porque raio um reformado que ganha 5000€ de pensão, nas condições económicas actuais precisa de um aumento de pensão? Uns dizem que eu tenho ódio a pensionistas, muito pelo contrário, o que não conseguem perceber é que a situação económica é precária e há prioridades, e neste momento os pensionistas nunca poderiam ser a prioridade. O que acho importante? O aumento dos salários, mínimo e não só! O aumento do salário mínimo é bom, mas apenas para quem ganha o mínimo e caso a inflação se mantenha no mesmo valor ou até mesmo haja deflação (que nunca há, não com estas políticas), então e o gajo que ganha por exemplo 600€? Não é o ordenado mínimo, não irá ser aumentado, mas se a inflação sobe porque o ordenado mínimo subiu, então esse gajo está a ser entalado! Não foi aumentado e vai pagar mais! É por essas e por outras que quando se sobe os ordenados, sendo a coisa bem feita, nunca poderia incidir apenas sobre o ordenado mínimo, pois está a deteriorar a qualidade de vida. E porque se deve subir os ordenados em vez das reformas? Simples, maiores ordenados garantem mais estabilidade, especialmente aos jovens, com mais estabilidade vem maiores taxas de natalidade (que o país bem precisa para inverter o envelhecimento avassalador), com melhores ordenados há mais poder de compra, há mais qualidade de vida, há mais bem-estar, há mais economia a movimentar, há menos desemprego, há ao mesmo tempo mais descontos, porque há mais pessoas a trabalhar e as que trabalham ao ganharem mais descontam mais, ou seja, trata-se de CAPITALIZAR quem mexe a máquina do País, com mais descontos há mais dinheiro em caixa para o Estado, seja através dos descontos maiores seja através da redução do desemprego e das respectivas prestações sociais, ao haver mais fundo de maneio Estatal pode ser proporcionado melhores condições sociais, económicas e de infra-estruturas ao País, inclusive o aumento de reformas se tal for permitido! O que nunca se pode fazer, e que é o que estão a querer fazer e que toda a carneiragem bate palmas, é precisamente o que andam a fazer, aumentar as reformas SACRIFICANDO quem mexe a máquina! Para aumentarem as reformas quem trabalha obrigatoriamente terá de descontar mais, irá ser sufocado para descontar quantias que não irão ser para o seu proveito seja directamente ou indirectamente, em termos económicos, o aumento de reformas é a mesma coisa que fazer uma enorme fogueira e mandar para lá o dinheiro, é investimento sem retorno, por norma a terceira idade não é quem mexe a sério com a economia (só se for a das farmácias e a das agências de viagens no caso dos velhos ricos). Roosevelt capitalizou a máquina operária após o crash dos EUA, Ronald Reagan viria a fazer o mesmo na década de 80 nos EUA, Margaret Tatcher faria o mesmo nos 80's e inícios de 90's no Reino Unido, todos esses Estadistas (entre outros) inverteram as condições económicas ao capitalizarem a 'real working class' como dizem os ingleses, e a partir daí colheram os frutos económicos dessas políticas para ajudarem todas as classes transversalmente conforme a economia o permitisse. Por aqui, em plena bela hoste socialista, faz-se exactamente o oposto daquilo que se devia fazer, uns por ignorância, outros porque vêem na terceira idade um bolo eleitoral, mas ninguém tem coragem de lhes dizer: "Meus amigos, face às condições económicas actuais, vocês não são a prioridade, há outras prioridades mais importantes para o país, quando as condições económicas o permitirem, e caso faça sentido, aí sim, serão aumentados." Custa assim tanto dizer isto, estão com medo do quê? De uma greve de velhos? Que os velhos façam uma revolução? Há sempre os moralistas que dizem "ah eles passaram uma vida a trabalhar, merecem receber uma reforma digna!", até pode ser verdade, mas quem passa uma vida a trabalhar e tenha realmente DESCONTADO os anos de serviço, terá uma reforma, conhecem a expressão em latim 'Dura Lex, Sed Lex'? Significa qualquer coisa como 'a Lei é dura, mas é a Lei', pois deveria de haver algo do género 'a reforma é dura mas é a reforma', há uma coisa que é justa, à partida cada pensionista tem direito a uma reforma em função daquilo que descontou, ponto final. Querem ter reformas altas quando passaram décadas a receber pela porta do cavalo? Só tem o que merece! É essa a verdade que poucos têm coragem de dizer. E se noutras décadas havia trabalho a rodos, já nesta geração a falta de reformas será porque muita gente não tinha realmente trabalho para poder efectuar descontos, e isso sim, é deveras preocupante! Todos falam e querem aumento de reformas, mas é gritante como ninguém tem coragem de falar do quão penalizador isso é para o país, porque ninguém fala em capitalizar a 'working class'?!

http://www.dw.com/pt-br/opini%C3%A3o-thatcher-e-reagan-foram-revolucion%C3%A1rios/a-16738932

Friday, April 4, 2014

Entre o Ego e o Politicamente Correcto: Os "Micro-Ondas"

À uns tempos ouvi uma história no meu local de trabalho acerca do comportamento de um colega numa das suas noites, basicamente toda a gente (menos eu) estava a repreender a atitude do rapaz por ele ter corrido com uma rapariga da casa dele às 4h da matina (na Bela Vista, um bairro pouco recomendável de Lisboa) sem se ralar como ela ficaria em termos de transporte, segurança, etc...

Vamos lá meter os "pontos nos i's":

Uma rapariga "fisgada" no meio da noite Lisboeta por um rapaz, que aceita ir para casa dele, no carro dele, com a gasolina dele, para a casa arrendada dele, paga com o dinheiro do seu trabalho, é óbvio que toda a gente maior de idade e vacinada sabe perfeitamente que estas acções têm a intuição de acontecer algo forte, como sexo, é daquelas coisas que nem é preciso dizer! O que pensava ela que ia fazer? Dar festinhas ao cão? Limpar a casa? Dar comer aos peixes? Não faço ideia...

Após todos os acontecimentos, desde o momento em que se conheceram até ela estar na casa dele, e após todas as paparicações, na altura do "assalto final ao castelo", mediante a recusa dela, o meu colega correu com ela de casa.

Atitude condenável? Para mim não, não só não é condenável, como é algo que ele TINHA DE FAZER! TINHA DE O FAZER! Se ele não o fizesse, tornava-se o bobo da história toda, o tal tipo micro-ondas, o nice guy que elas tanto gostam, mas não fazem nada, e para isso já a maioria dos rapazes é assim. Era a única maneira de manter a sua dignidade após o desfecho, caso contrário ela teria ficado em casa dele, não teria acontecido nada, e a casa paga com o dinheiro do tipo seria o hotel da madame por uma noite...

Se é algo bonito de se fazer? Claramente que não, é algo necessário? É! É aqui que reside a diferença entre os homens a sério e os eternos nice guys, entre a dignidade e a moral aos olhos da sociedade.

Espero que a tipa tenha aprendido a lição, caso contrário arrisca-se a acontecer-lhe o mesmo outra vez ao próximo tipo que "arrebanhar" e que não seja um nice guy, a figura de mulher é sem dúvida bela e merece ser respeitada por todo o universo masculino, mas há limites para tudo, não façam do respeito uma elevação a divindade intocável só por ser uma mulher, façam ela merecer esse estatuto.

Vejo rapazes (e raparigas) com boas vidas, com classe, bons trabalhos, gente que estuda/estudou a sério, trabalha no duro e tudo o mais, e "derretem-se" à primeira boneca que lhes aparece à frente, muitas das vezes uma bimba que não estuda nem trabalha, passa os dias no ginásio a "afinar" o rabo e afins e tem tudo de mão beijada apenas porque tem um bom físico, mas é tudo o que ela tem. Quem vale mais? A pessoa que tem dignidade e faz-se valer ou uma parasita? Fica ao critério de cada um, para mim o primeiro vale tudo, o segundo não vale nada. E é por isso que na história contada acima, a atitude do rapaz é a correcta.

A dignidade é algo difícil de construir e muito fácil de perder.

Thursday, February 20, 2014

Eu fui à Igreja...

19 de Fevereiro de 2014, dia do meu aniversário, foi a primeira vez que entrei numa igreja por livre e espontânea vontade, sem ser em baptizados, casamentos, funerais/velórios, nunca tinha ido a uma igreja, e muito menos sozinho, como foi o caso. Tão pouco pode-se dizer que sou uma pessoa religiosa, não sou propriamente um católico, nem um pagão, nem um ateu, sou o tipo de pessoa que acha que o ser humano é demasiado imbecil para ser a força suprema existente na Terra, só isso...

Para começar, o meu dia de aniversário não é um bom dia para mim, desde a morte do meu avô em 2004, sendo o meu avô a pessoa que eu mais gostava da minha família, praticamente de alguma maneira nunca mais fui o mesmo desde 19 de Fevereiro de 2004, o resto da minha família tenta disfarçar a dor que é esse dia com o facto de ser o meu aniversário, os meus amigos dizem que é lixado mas que não posso deixar de comemorar o meu aniversário apesar desse acontecimento infeliz, opiniões à parte e cada um tem direito à sua, mas o mais importante no meio disto tudo sou eu, ou melhor, como eu me sinto, e a verdade é que não sou uma pessoa hipócrita, não vou comemorar algo com um sorriso falso de lés a lés só para agradar aos outros, eu não tenho razões para comemorar o meu aniversário, não me sinto bem em festejar o que quer que seja nesse dia, é um dia emocionalmente muito conflituoso para mim. Não tenho nada contra quem festeja aniversários, acho que fazem muito bem, mas no meu caso em particular não tenho razões para tal, infelizmente parece que ninguém compreende a minha razão de ser assim no meu aniversário, mas como se costuma dizer: uma coisa é ouvir, outra é sentir na pele. Espero muito sinceramente que as pessoas que eu gosto não sofram o mesmo que eu sofri (e sofro) no seu dia de aniversário, gosto que me dêem razão, mas certos fins não justificam os meios. Gosto que as pessoas se lembrem de mim e me dêem os Parabéns, é sempre bom saber que se lembraram de nós, mas festarolas, jantar fora, copos e afins, no dia 19 de Fevereiro não, nem pensar, é um dia de luto e não de festejo para mim.

Triste com tudo o que me tem acontecido nos últimos meses, estava uma tarde ensolarada, decidi pegar no carro sozinho e fui até Alverca beber um café, o café ficava perto de uma igreja e deu-me na telha ir à igreja, precisava de estar sozinho e em silêncio, mais que isso, precisava de um sítio onde pudesse sofrer psicologicamente em paz, sem ter de disfarçar, sem ter de ouvir observações, sem ser julgado por quem quer que seja, e que sítio melhor do que uma igreja para isso?

Eu ao entrar na igreja lembrei-me que não faço a mínima ideia como se reza, ou como se ora, portanto eu digo que fui lá manifestar os meus votos, nunca li a Bíblia na minha vida, não conheço nenhuma oração, não faço a mínima ideia como "proceder" numa igreja, portanto apenas sentei-me, esfreguei as mãos uma na outra e comecei a pensar alto tudo o que me ia na cabeça, sentia que tinha mil toneladas em cima da cabeça, era um ambiente pesado mas ao mesmo tempo extremamente sossegado.

Lembro-me que fiz votos pelo meu avô, pela mãe da minha ex-namorada (também faleceu num 19 de Fevereiro, à dois anos), pela minha ex-namorada (sim, pela minha ex, apesar de ser a ex eu gosto dela e desejarei sempre que as coisas lhe corram bem), e finalmente, por mim, por nunca me sentir tão perdido e desorientado na minha vida como agora, perder o emprego, perder amigos, perder a namorada e a memória do fatídico dia 19 de Fevereiro de 2004, é algo que me arrasa totalmente, psicologicamente prega-me ao chão com uma enorme violência, são muitas coisas más em pouco tempo, talvez mais do que consigo aguentar, tenho-me agarrado muito ao álcool no último mês, como forma de tentar escapar a tudo isto, é verdade que não resolve problemas, mas fazer algo parece sempre melhor do que não fazer nada, certo?

Quando "caí na real" estava a ouvir fecharem as portas, eram 17h e eu estava lá dentro à meia hora, fiz algo diferente e não me arrependo de o ter feito, talvez aquela igreja seja o meu "muro das lamentações", onde possa lamentar ou o que quer que seja em paz, sem comentários ou julgamentos.

Não contei isto a ninguém, não queria que soubessem deste meu acto, digamos que se perguntarem às pessoas que me conhecem qual os sítios mais improváveis de eu estar, não se admirem de ouvir "numa igreja"...

Lembro-me de uma frase de uma professora do secundário que disse que no fim, depois de todos os assuntos, no "fim da linha", na hora da necessidade, tudo vai parar à religião. Talvez tenha razão, afinal de contas eu entrei numa igreja por me sentir perdido e desorientado, e nunca fui um tipo religioso, aliás sempre abominei a institucionalização das religiões como forma de manipulação de massas, mas também sempre defendi que a fé é algo pessoal e não colectiva.

Por fim, resta-me dizer que não espero milagres nem intervenções divinas, apenas esperança que as coisas comecem a correr melhor na minha vida.

"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra e da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo, a tua vara e o teu cajado me consolam."
          Salmo 23:4






Tuesday, January 21, 2014

Rainha Sem Coroa

Às vezes dou por mim meio perdido
Vejo que não estás comigo
Sinto-me tão sem abrigo
Pensamento é vazio
Na espinha um arrepio
É contigo que eu agasalho o meu frio

Sei, que este amor está condenado
Pois tramado é o passado e não perdoa
Mesmo, que não volte a encontrar-te
hás-de ser sempre a minha Rainha sem Coroa

Lembro-me duns momentos,
Daqueles primeiros tempos
Onde fomos sobrepondo sentimentos
Foi tudo à flor da pele
Agitação do fel ou mel

Foi levantar e acordar no teu céu
Foi, ver a vida em outra escala
De tanto não querer deixá-la abandonou-me
E, só me resta recordá-la
e seguir em frente lembrando o teu nome

Queria, estar contigo mas o tempo não te deixa
Ficar comigo, gosto tanto de te ter
No meu sentido, nunca eu te quis perder
Fica comigo.

Artista: Bezegol
Música: Rainha Sem Coroa

Saturday, January 11, 2014

A Maldição Joana - Parte II

11 de Janeiro de 2014, faz exactamente 3 meses desde o fim do namoro com a Joana. Porque estou eu a falar disto ainda após 3 meses? Porque ainda não me saiu da cabeça, eis o porquê...

Sempre ouvi dizer na gíria, que quando um relacionamento acaba, no início as mulheres sofrem muito mais que os homens, e que com o passar do tempo elas vão sofrendo menos e os homens cada vez mais. Sabem que mais? É uma grande verdade, sem tirar nem pôr, crua e dura, é o que acontece mesmo...

Estupidamente, tenho sofrido muito mais nos últimos dois meses (desde o último post) do que durante o primeiro mês, e o pior de tudo é que é uma sensação tremendamente estúpida, como é possível sofrer-se mais actualmente do que na altura quando o relacionamento acaba? Eu não tenho resposta para isto, juro que não, mas estou a ser 100% honesto sobre os meus sentimentos.

Das poucas vezes que falei com a Joana, nenhuma delas pessoalmente, a conversa era sempre o mesmo padrão: respostas secas e discussões da parte dela, na verdade isto deixa-me muito triste, que é feito da consideração e do respeito? Tudo bem que o relacionamento acabou, apesar de cada um de nós termos opiniões diferentes sobre como a coisa se devia desenrolar, não houve nenhuma guerra propriamente dita, insultos ou ofensas corporais, na verdade nada que justificasse aquele tipo de reacções da parte da Joana, eu sei que ela tem um feitio que faria espécie ao próprio Diabo, mas ainda assim...

Tinha-lhe dito que precisava de falar pessoalmente com ela, à coisa de um mês talvez, ao que ela me tinha respondido que quando fosse possível me dizia, no entanto como eu já sei o que a casa gasta sabia que de vez em quando tinha que lhe fazer um "lembrete" acerca deste assunto, durante a última conversa que tive com ela fez questão de deixar-me bem claro que não tencionava falar comigo, que tinha de a esquecer e "daqui a uns anos quem sabe voltemos a falar", esta atitude, ou melhor, falta dela, da parte da Joana deixou-me um bocado irritado, não a acção em si porque já nada me espanta naquele ser, mas sim porque fez-me recordar que as promessas da Joana duram tanto como manteiga em nariz de cão, como é que é possível que uma miúda tão cheia de atitude como a Joana que eu conheci, e pela qual me apaixonei, se tenha tornado algo com um comportamento tão mesquinho e desprezível?

E como um mal nunca vem só, a má notícia anteriormente escrita veio acompanhada de outra ao mesmo nível, ela disse-me que tinha seguido em frente e que andava a curtir com um rapaz, algures dos lados de Leiria. Isto por si só não tem mal nenhum, mas o que é certo é que eu quando li isso senti-me como se tivessem disparado uma caçadeira à queima-roupa no meu peito, caiu-me muito mal mesmo, fiquei extremamente desanimado, não sei se era porque talvez achasse que algum dia isto voltaria ao rumo normal, se é por gostar dela ainda, não sei mesmo, mas seja como for, fiquei mal com essa "novidade", mas talvez tenha sido uma "terapia de choque" necessária, não no bom sentido claro, mas às vezes há males que vêm por bem, espero que este seja um desses casos.

Tenho de certa forma, evitado sair com os amigos do costume, e por vezes sou criticado por isso claro, mas se eu mesmo já estou farto de me ouvir sobre este assunto, como não estarão os meus amigos? Para andar a ser um frete para mim e para os outros, prefiro abster-me e ficar quieto num canto, onde na pior das hipóteses, só me incomodo a mim mesmo sobre isto. Falei com os meus amigos acerca deste assunto pelo menos uma vez, para saber o que tinham a dizer, qual era a sua opinião sobre isto, mas este é daqueles casos em que ninguém pode fazer nada, depende só de mim, e no fundo eu sei isso, simplesmente estava esperançoso de ouvir uma resposta qualquer que fizesse a diferença ao invés da habitual resposta que a larga maioria me dava, e que eu detesto de morte, o tal "ehpah caga nisso!", pois bem, a parte do "caga nisso" é óbvio que é algo que sei desde o início, que tenho de "cagar nisso", mas o que eu queria saber era se há alguma maneira de ajudar a "cagar nisso", é isso que eu espero de um amigo, não um simples "caga nisso" que podia ter sido vociferado por um bêbado qualquer numa tasca que não me conhece de lado nenhum. Das pessoas com quem falei, só um ou dois me disseram algo que considerei minimamente útil, tudo o resto mais valia estar calado, serve de nota para o futuro, afinal temos de saber que tipo de coisas podemos falar com cada pessoa.

A resposta mais útil que tive, basicamente eram um rol de perguntas, se eu teria mudado algo na minha relação, se eu teria feito algo de outra maneira, uma espécie de retrospectiva mental ao relacionamento, disse que não me mudaria nada, que não teria feito nada de outra maneira porque fiz tudo o que estava ao meu alcance por aquela relação, eu amava (e amo) a Joana, fui feliz com ela, não me arrependo de nada e se o tempo voltasse atrás teria feito tudo da mesma forma porque não me arrependo de nada. Basicamente foi essa a minha resposta, ao que depois me responderam de volta "não precisas de mais nada, acabaste de dar a resposta ao que tu mesmo precisas, tens tudo à tua frente, não te arrependeste da relação, não mudavas nada, fizeste tudo o que podias, foste feliz e aprendeste com a relação, e no fim foi ela que acabou e não tu, infelizmente não estava destinado a resultar, mas a culpa não é tua, mentaliza-te disso e segue em frente". Eu concordo, no entanto é mais fácil falar do que fazer, mas não invalida nem uma única letra.

Escusado será dizer que tenho pensado muito sobre isto desde o sucedido, e talvez por ter sido a minha primeira relação séria, um namoro no verdadeiro sentido, me sinta intrigado com isto, como é que é possível de um momento para o outro, todos os momentos que duas pessoas passaram juntas, tudo o que fizeram, tudo o que disseram, tudo o que pensaram, todos os esforços e sacrifícios, todas as brincadeiras, as apresentações à família, os "amo-te muito", os passeios de mão dada, e tudo o mais que tenha havido, como é que tudo isto de um momento para o outro é como se nunca tivesse existido? É isto que me choca na brutalidade como a Joana me tem respondido quando lhe dizia alguma coisa, como se estivesse a falar com alguém que lhe fez muito mal ou que não tem nenhum passado em comum, é isto que me deixa triste e irritado. Eu comparo este sentimento com uma analogia, a do escritor, suponhamos um escritor que tenha acabado de escrever um livro de centenas ou milhares de páginas, e de repente alguém pega nesse livro e atira-o para uma fogueira sem o escritor poder fazer nada, apenas vê o fogo a queimar as páginas da sua obra, e ao questionar a pessoa que o atirou, ainda ser insultado como se estivesse a fazer algo de mal, ele sabe que escreveu um livro, conhece a sua história, mas sabe que será impossível escrevê-lo de novo, tudo o que resta são as lembranças de um livro que não existe mais. Tal como eu, tudo o que me resta são lembranças de um namoro que já não existe mais...

Desde a última conversa com a Joana, em que ela disse que não queria mais falar comigo, nunca mais lhe disse nada, não por não querer, mas por saber que não é boa ideia, para ser "recebido com duas pedras na mão", não vale a pena.

Tenho mesmo muita pena que tudo isto se tenha desenrolado assim, no entanto é algo que não posso fazer nada, serve-me minimamente de consolo o facto de da minha parte nunca ter desistido da relação e de ter feito tudo quanto me foi possível. A Joana continua bem presente na minha cabeça, todos os dias a quase toda a hora, mas espero que com o tempo isto vá passando e me permita ter de novo o espírito aventureiro que sempre me caracterizou nos últimos anos, afinal se todos ou quase todos os homens passaram por isto, eu não sou assim tão diferente deles para não conseguir superar isto com o tempo. Uma vez li não sei onde, que o que conta é a intensidade dos momentos e não a duração dos mesmos, não podia concordar mais.

E por tudo o que tenho sofrido, continuo a referir-me a todo este assunto como a 'Maldição Joana', sem tirar nem pôr...



Monday, November 11, 2013

A Maldição Joana

Para ser sincero, a palavra 'Maldição' no título deveria estar entre aspas, pois o que vou falar refere-se a um estado de espírito meu, e não a nenhum tipo de bruxedo, voodoo's ou maldições do Antigo Egipto, embora por vezes realmente pareça...

Quem é a Joana? É a minha ex-namorada. Faz precisamente hoje um mês que terminámos o namoro, por decisão dela. Só por isso faz com que isto seja um texto de dor, mas também de reflexão.

Eu sabia que estava a viver uma relação problemática, sabia e senti na pele muitas vezes o feitio irreverente e imprevisível da Joana, sabia que éramos opostos perfeitos em tudo, ideais, gostos, actividades, enfim qualquer coisa que fosse possível fazer estando os dois juntos, era sempre arruinada pelas nossas personalidades opostas. Como é possível ter surgido um relacionamento nestas condições? Havia atracção física e respeito, e é um factor mais que suficiente para nos dar a volta à cabeça retirando-nos muitos momentos de lucidez e raciocínio diversas vezes por dia. Qual o problema então? Não havia ligação mental, aquele gostos das mesmas actividades, das mesmas ideias, dos mesmos temas, dos mesmos gostos, nada de nada, absolutamente zero. Diga-se de passagem que foi essa falta de ligação mental o ceifeiro da minha relação com a Joana.

Apesar de todos os problemas, de saber que estava a jogar contra todas as probabilidades desde o início, apesar da (para mim) infeliz decisão da Joana, a verdade, é que mesmo apesar desse turbilhão de emoções fortes que constituíram o relacionamento, eu fui feliz de 24 de Junho a 11 de Outubro. Muitas vezes pensara que não, mas nunca neguei o que senti e sinto pela Joana, há coisas que não mudam simplesmente.

Costumo usar como explicação a mim mesmo, que sinto-me como Hank Moody da série Californication, isto porque, tal como Hank Moody, apesar das mulheres que passam na vida dele, de todos os episódios divertidos e caricatos, das saídas com os amigos e todos os estímulos que possa usar, a verdade é que o desejo dele é voltar sempre para a ex-mulher. Ele sabe que não é possível ter uma relação normal com ela, sabe que o seu modo de vida boémio e auto-destrutivo não permite uma relação normal e saudável com a pessoa que ama, nunca desiste de tentar fazer com que as coisas resultem, mas a sua natureza entra sempre em choque com a relação que ele pretendia ter, por outras palavras: ele não pode mudar o que é, nem quem é.

Tal como eu, fiz coisas que nunca pensei que ia fazer durante a minha relação para a conseguir manter, na verdade sabia que estava apenas a adiar o inevitável, mas era mais forte que eu, sentia-me obrigado a manter aquela relação, era o que me fazia feliz na altura, e era pela Joana que eu sentia-me atraído.

Mas tal como Hank Moody de Californication, eu não posso mudar o que sou nem quem sou, é esta a minha natureza, nasci assim e morrerei assim, para a minha relação ter ido mais além eu teria de mudar tudo ou quase tudo o que sou, seria algo impossível para mim, algo contra-natura de certa forma, o mesmo se aplica à Joana, ela nunca poderia ser algo que não é, nem eu poderia-lhe pedir isso, nunca pedi.

Serei eu uma versão miniatura de um Hank Moody? Destinado a sofrer sempre com um fantasma do passado ao qual dediquei tudo o que podia e nunca resultou? Uma maldição que me atormenta no presente e futuro? As saídas de amigos parece que perderam o sabor, o trabalho parece inglório, já estive com outras mulheres desde o fim do namoro e tudo o que me vem à cabeça é a Joana.

Hank Moody, amigo, talvez não sejamos assim tão diferentes, ambos demos tudo por algo que não estava destinado a resultar, e pagaremos a factura dessa escolha do passado até ao fim dos nossos dias.

Antes, durante e depois do namoro, toda uma sequência de eventos que evitou isto ou aquilo de acontecer, me levou à Joana, como se uma força superior me tivesse posto uma auto-estrada à minha frente, com apenas um destino e um caminho possível, algo curioso, pois pergunto-me o porquê de ter sido assim, afinal no fim, não resultou... Qual a necessidade de todo este conjunto de eventos? A vida é irónica e dura, não haja dúvida.

A verdade é que desde a Joana, nada parece resultar, seja com outras raparigas, no desfrutar dos pequenos prazeres da vida, de companhias que outrora sempre gozo me deram, é tudo isto uma situação estranha.

Howard Carter parece que despertou a maldição de Tutankamon em 1922, e parece que em 2013 eu despertei a maldição da Joana... bem sei que a culpa não é dela, mas não me lembro de outro nome para dar a tudo isto que tem acontecido desde então...

Friday, March 29, 2013

Se eu fosse Primeiro-Ministro...

Após ver as movimentações da política na TV, e de toda a gente criticar o Primeiro-Ministro ou os seus Ministros, por tudo e por nada, como manda a tradição Portuguesa, pus-me a pensar no que eu faria se fosse Primeiro-Ministro de Portugal, sem restrições, sem agradar a gregos e a troianos, tendo sempre em mente o melhor para o País em termos colectivos e não individuais, e por fim, nem tão pouco sou um democrata...

Aqui ficam algumas medidas que eu implementaria:


- Fim do financiamento estatal aos partidos, sejam grandes ou pequenos, os partidos devem ser auto-suficientes pelos seus próprios meios;

- Fim das regalias dos Ministros, vivem com o seu ordenado normal como toda a gente;

- Fim da chamada "República Parlamentar", deixaria de haver um Governo e uma Oposição, o Governo eleito teria local próprio de trabalho nas suas instalações existentes e implementaria as medidas que tem a implementar desde que esta respeitasse a actual Constituição, fim dos deputados, assentos parlamentares e respectivos custos associados;

- Presidente da República e Primeiro-Ministro passariam a ser um único cargo, fim do jogo do "rato e do gato";

- Ministros dos vários Ministérios trabalhariam em conjunto com pessoas conceituadas das respectivas áreas;

- Fim dos Sindicatos e demais grupelho do mesmo estilo, associações de trabalhadores dialogariam directamente com uma equipa do Governo criada para esse efeito;

- Fim do Rendimento Social de Inserção (RSI) e demais subsídios da subsídio-mamadeira;

- Saída da União Europeia e do Euro, criação de moeda nacional própria com valor baseado no ouro e não na dívida;

- Aposta forte no emprego jovem, no Mar, Pescas, Agricultura e Tecnologia, economia baseada na Tecnologia (estilo Japão ou EUA anos 70/80) ao invés das obras públicas;

- Pensões e ordenados públicos acima de 2 mil euros variáveis em função do PIB, ordenados e pensões mais baixas protegidas e aumentadas gradualmente caso as circunstâncias o permitam;

- Limitação ao máximo das importações, se determinado produto existe em Portugal, deverá ser prioritário a sua comercialização internamente e exportar o seu excedente;

- Incentivo ao investimento e criação de empresas de produtos e serviços em falta;

- Implementação de uma filosofia 'Europa das Nações' e não a 'Nação Europa' como a conhecemos;

- Incentivo ao boicote a produtos extra-Europeus e comercialização intra-Europeia;

- Privatização de empresas públicas com prejuízo e manutenção (ou nacionalização) de pelo menos uma empresa-chave em cada sector, de forma a controlar a concorrência e actividade económica dessa área;

- Bancos e demasiados sectores da área de alto risco, estão por sua conta e risco, se tiverem prejuízo vão à falência. Finito;

- Penalizações graves para presidentes e conselhos de administração de empresas que apresentem insolvência com facturação superior à dívida;

- Fim do direito à greve, mesma história que os sindicatos, associações de trabalhadores dialogam directamente com uma equipa do Governo criada para o efeito;

- Política de atribuição de nacionalidades jus sanguinis ao invés da actual jus solis;

- Reforma no sistema prisional, fim das prisões perpétuas e inclusão da pena de morte, prisioneiros pagam a sua "estadia" na prisão com trabalho ao invés de ser o Estado a arcar com os custos todos;

- Fronteiras fechadas, expulsão imediata de todos os imigrantes ilegais, entrada apenas com visto;

- Estritamente proibido qualquer comercialização ou consumo de drogas ilegais;

- Proibição da homossexualidade e aborto;

- Fortes incentivos à taxa de natalidade;

- Combate à desertificação e envelhecimento do interior do País;

- Regresso do Serviço Militar Obrigatório, pese adaptado a um modelo moderno;

- Criação de Brigada Anti-Corrupção com poderes absolutos dentro do seu âmbito de actuação, independente do poder político;

- Testes de captação de talento no fim do ensino básico, secundário orientado para uma vertente mais direccionada;

- Vagas no Ensino Superior proporcionais ao que o Mercado pode absorver no momento, com uma margem com base em previsões estudadas. Fim de décadas a formar pessoas em áreas onde não há emprego;

- Redução drástica de funcionários da função pública, bem como avaliações a todos, sem excepções;

- Aumento de poder às forças da autoridade e reforço do equipamento necessário;

Tuesday, February 26, 2013

"Só se vive uma vida, e da maneira que eu vivo, uma vez é suficiente." - Frank Sinatra

A famosa citação do título é da autoria de uma lenda, Frank Sinatra, uma pessoa que admiro tanto pelo seu talento musical como pelo seu estilo de vida bon vivant, mas não criei este post para escrever sobre Sinatra (a sua reputação dispensa quaisquer apresentações), mas sim sobre a sua frase, o seu sentido na vida digamos assim.

Sempre me questionei, graças a essa famosa frase do Frankie, quantas pessoas poderão realmente dizer o mesmo? Quantas pessoas no Mundo podem afirmar o mesmo que Sinatra? Sem qualquer dúvida ou hesitação? Que se sentem realizadas, que viveram uma vida plena, tão plena que o seu estado de graça em relação à vida que levaram é algo realmente invejável. Quantas? Será Sinatra o único? Não creio...

Será que para nos sentirmos realizados de forma a podermos afirmar o mesmo que Sinatra tenhamos de ser uns fora de série da sociedade actual? Temos de ser Cruzados dos tempos modernos à procura de fama e glória através de algum dom concedido pela natureza? Bom, essa parece-me ser o caminho mais "fácil" de atingir o expoente máximo, ao nível de semi-Deuses na Terra como foi Sinatra e mais uns quantos.

Voltando aos meros mortais, olhando para a minha geração, para a sua mentalidade, questiono-me: que faz esta gente na vida para poder dizer o mesmo que Sinatra? E só me vem à cabeça: NADA! ZERO!
A minha geração, nascida na segunda metade da década de 80 e inícios de 90, os últimos de uma geração nascida num tempo louco, são o oposto do tempo em que nasceram, são na sua maioria pessoas cujo conceito de sair à noite é sentarem-se numa mesa com os mesmos amigos que conhecem à 10 anos, estão casados aos 25 anos e a viver juntos com a pessoa (a típica procura do conforto tradicional) numa casa que a única garantia que dá é uma dívida para os próximos 40 anos ou mais, não têm interesse em conhecer pessoas novas e criar experiências novas, perderam a "revolta da juventude", querem ser adultos antes do tempo, a ideia outrora cliché da juventude de "beijar um/a estranho/a na noite" é agora considerado um acto de liberalismo negativo, era louvado no tempo de Sinatra, e é criticado no nosso, será o modernismo sinónimo de evolução? Segundo Nietzsche não, e eu também acho que não.
Que aconteceu à juventude louca? Que não queria responsabilidades enquanto jovem? Que procurava divertir-se ao máximo com toda a gente? Que aconteceu aos cruzados de fama e glória dos tempos modernos? Que dizer quando o sucesso vem ter com eles, e eles rejeitam o sucesso porque "estão bem, estão confortáveis" com o que têm, quando noutros tempos tinha-se de lutar duramente para se ter sucesso? Qual o trauma de arriscar dos tempos modernos? A ponto de rejeitarem o sucesso mesmo quando vem ter com eles? Seja em forma de um aperto de mão, um belo decote ou um bom cheque ao fim do mês em circunstâncias diferentes das actuais? Como é possível que uma geração maioritariamente nascida na década de 80 seja o extremo oposto do tempo em que nasceram?

Se Sinatra tivesse nascido nos anos 80, será que o conheceríamos como conhecemos? Claro que não, até poderia vingar no mundo da música com o seu inquestionável talento, mas nunca o veríamos como um modelo de vida, um gentleman para as ladies com o seu Cadillac, como um bon vivant, e porquê? Porque simplesmente a sociedade moderna não tem esta cultura, de arriscar, de divertir, de aproveitar as coisas no seu devido tempo, do live fast die young.

E é nesta mentalidade atípica que se concentra a maior parte da minha geração, uma geração desinteressante, aborrecida, azeiteira, que não se procura divertir.

Felizmente, nem toda a gente é assim, conheço pessoalmente alguns casos, eu nunca me considerei um cruzado à procura de fama e glória, mas se dissesse que não procuro realização pessoal e diversão, estaria a mentir com todos os dentes (ou com todas as teclas), não penso em conforto e estabilização antes de me sentir "realizado", aquele ponto em que dizemos "fiz o que tinha a fazer, diverti-me o que tinha a divertir-me, atingi o ponto de saturação, está na altura de dar o próximo passo", e pouco importa se isto é aos 25 anos, aos 30, aos 40 ou aos 50.

O que mais importa é no fim, podermos afirmar o mesmo que Sinatra, quando se atinge esse nível, valeu a pena a vida que levou, se uma pessoa "arruma as botas" antes de pessoalmente poder afirmar o mesmo que Sinatra, a única coisa que conseguiu foi conforto na resignação e estabilização na insatisfação.

Quanto a mim, que sou um dos que nem ousa dizer metade da frase de Sinatra, continuarei a lutar para fazer por isso, até me "encher as medidas" e sentir-me pleno nessa satisfação, e enquanto isso não acontecer, nunca irei meter a carroça à frente dos bois, mesmo nesta sociedade bastarda da cultura de outros tempos.


Saturday, December 1, 2012

O fantasma de Salazar

Virtude dos tempos actuais que o País atravessa, bem como a grave crise económica que assola a Europa, traz sempre à baila nas conversas figuras icónicas do passado, no caso de Portugal o homem em que mais se fala é sem dúvida Salazar, considerado por muitos como o último grande Estadista Português.

Mas o que quero realçar neste post é o uso e força da palavra 'Salazar', mesmo 42 anos após a morte do Estadista Português, é como se o seu fantasma pairasse pela mente de muitos Portugueses, uns por bons, outros por maus motivos, como é o caso da esquerda Portuguesa, que em inúmeras ocasiões de debate à primeira perda de argumentos é logo lançado o repto Salazar. O jornalista do Expresso, Henrique Raposo, escreveu um texto bastante curioso no seu blog acerca dessa questão o qual intitulou de É a esquerda que precisa de Salazar. O qual cito de seguida:

É a esquerda que precisa de Salazar. Os nossos queridos progressistas e revolucionários de cadeirão precisam de ver um Salazar em cada esquina, caso contrário ficariam sem nada para dizer. Estamos em 2012, mas a esquerda só consegue atacar a direita com acusações de salazarismo. Não há contra-argumentos, só aquela acusação que procura matar a discussão à nascença. O reductio ad Salazar tem o seu quê de cómico, mas também tem um efeito dramático: impede um debate adulto e europeu sobre a tal refundação do contrato social.
Exemplos? Nuno Crato quer, e bem, desenvolver o ensino profissional em Portugal, seguindo o modelo de países como a Holanda, Áustria e, sobretudo, Alemanha . Resposta da esquerda? O governo quer regressar ao tempo da segregação salazarista entre liceus e escolas técnicas. Será que a Alemanha e a Holanda são salazaristas? Quando se procura trazer para Portugal um debate sobre a saúde assente em bases alemães, holandesas e até obâmicas , o dr. Arnaut e companhia iniciam a gritaria da "destruição do SNS" e do "desejo do regresso ao antigamente". Acontece o mesmo com a segurança social. Quando se tenta dizer que Portugal tem de evoluir para um sistema de capitalização individual das reformas , aparece logo a ventania da "destruição da segurança social e do estado social" (já agora, este sistema de segurança social é basicamente o mesmo do tempo de Salazar e Marcello, mas não digam nada a ninguém). E Isabel Jonet? Abro um revista e uma historiadora garante-me que Jonet é a representação moderna de um clube de senhoras salazaristas. Claro. Nem podia ser outra coisa.
A esquerda precisa de Salazar para esconder a sua ausência de ideias, para tapar o seu espírito reaccionário, para legitimar a sua incapacidade de falar com a direita em pé de igualdade. O narizinho empinado da espécie exige uma presunção de superioridade moral, exige uma direita sem legitimidade para propor ideias. Salazar morreu há 42 anos, mas o ditador está em todas as esquinas para fazer a manutenção daquele narizinho fofo. 


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/e-a-esquerda-que-precisa-de-salazar=f767178#ixzz2DqvQNPz1
 Concordo com tudo o que o Henrique rescreveu, é a realidade que se vê em todo o lado, nas conversas de café/bar, nos jornais, na TV, na propaganda política, enfim, em todo o lado.


Por último, quero realçar que não sou um defensor do Salazarismo aos tempos actuais, mas respeito e admiro a figura de Salazar tendo em conta a sua importância e o tempo em que esteve em vigor (estão a ver os políticos actuais a aguentar Portugal numa WWII? Pois sim claro...), quer se concorde ou não com o regime instaurado por Oliveira Salazar, ele foi mesmo o último grande Estadista Português, não há maior prova disso do que o seu fantasma estar bem vivo 42 anos após a sua morte.

Wednesday, July 4, 2012

A Teoria do Bon Vivant

Desde que me lembro, sempre quis ser aquilo a que associam o termo bon vivant. Apesar das várias variantes atribuídas ao termo, e de cada um ter a sua perspectiva pessoal do que é ser um bon vivant, penso que há uma meia dúzia de atributos que são unanimemente comuns à maioria, o que origina uma definição "standard" do que é ser um bon vivant.

Basicamente, podemos dizer que um bon vivant é uma pessoa que está de bem com a vida, que procura ao máximo obter os prazeres que a vida pode oferecer, mais que uma espécie de hobby, é um modo de vida que implica a eterna procura e obtenção dos prazeres que satisfaçam os nossos estímulos, de certa forma, tribalescos.

Mas ainda assim, será que todos aqueles que procuram satisfazer os seus estímulos são bons vivants ? Muitos dirão que sim, visto que cada um tem a sua visão "bon vivant", mas na minha opinião isso não basta, até porque a maioria das pessoas hoje em dia tem uma visão bastante limitada daquilo que quer, em relação aquilo que o Mundo pode oferecer, é como se de certa forma fossem uns eternos apologistas da estagnação pessoal e não da evolução, por palavras mais simples: contentam-se com pouco, com o normal, com o banal, com o medíocre...

Muitos afirmam que para se ser bon vivant tem que se ser rico, muito rico, apesar de certa forma não deixar de ser meia-verdade, pois os luxos e vícios custam dinheiro, ainda assim, o bon vivant ainda é maioritariamente uma questão de espírito, de mentalidade, isto porque se possuir boas condições financeiras é essencial para gozar uma vida em pleno à bon vivant, por outro lado certos atributos como o charme, a classe, a elegância e outros, não se compram. Se virmos bem, quantas pessoas de boas posses continuam a ser uns meros betinhos saloios, ou na pior das hipóteses, uns bimbos? Um bimbo com um fato Armani não faz dele um bon vivant, é apenas um bimbo com um fato Armani...

Há ainda a velha questão de dizerem que o estilo de vida bon vivant trata-se de exibicionismo puro ao mais alto nível, este é um aspecto do qual discordo totalmente, pois a filosofia bon vivant reside no prazer para o próprio, o comer bem, beber bem, vestir bem, guiar um grande carro ou mota, frequentar os melhores sítios, tudo isto trata-se apenas de obter os prazeres para si próprio e gozá-los ao máximo, independentemente de outros o fazerem ou invejarem, o bon vivant é uma pessoa que vive para si mesmo, para exibicionismos já há por aí muita gente que dá nas vistas, e a maioria não é necessariamente pelos melhores motivos...

Outro aspecto indiscutível, é o estilo de vida boémio de um bon vivant, ao falarmos de prazeres da vida seria impossível não incluir o sexo, ser fisicamente e mentalmente livre é essencial para um bon vivant, dar justificações a terceiros ou assumir compromissos é para as pessoas que se prendem a algo ou alguém, o bon vivant é exactamente o oposto, é um espírito livre.

Mas se virmos bem, há muita gente que se veste bem, que tem um grande carro, que come e bebe nos melhores sítios, que consegue seduzir muitas mulheres, que viajam bastante por todo o Mundo, entre outras infinidades de coisas. Qual é então a diferença para um bon vivant ? Na verdade, a resposta é fácil, a maioria das pessoas foca-se num ou outro objectivo dos descritos acima, um bon vivant quer sempre o pack completo...

Tuesday, April 3, 2012

Amor, Monogamia e Poligamia

Um dos temas que gera sempre controvérsia, é o da exclusividade das relações, a maioria da sociedade diz que o amor verdadeiro é mutuamente exclusivo, que quem ama mesmo outra pessoa a sério, não importa mais os outros, que não tem necessidade de outras pessoas (do sexo oposto entenda-se), e outras tais coisas, a mim, sempre me fez confusão, porque nunca consegui perceber porque as pessoas vêem isso assim, ou melhor dizendo, não sou da mesma opinião que a maioria, sempre achei que uma pessoa podia gostar de outra sem assumir exclusividade (em muitas culturas isso é comum), no entanto nunca consegui exprimir pelas minhas próprias palavras a minha opinião sobre este assunto tão a fundo como queria dizer, encontrei a resposta, tanto para mim mesmo como para terceiros, num livro da autoria de Tony Clink.

A palavra poligamia é muito provavelmente a forma mais acertada de descrever como funciona um sedutor ao nível do amor. Ele ama... mas ama muitas mulheres ao mesmo tempo. Estar apaixonado por uma só rapariga de cada vez, especialmente se o sentimento for unilateral, torna-se uma fixação. Começa a demonstrar sinais de desespero, a sua capacidade de pensar claramente paralisa e sente constantemente o medo de ser rejeitado. Quando os seus sentimentos não são correspondidos, ou quando não o são da maneira que esperava, o seu ego começa a baixar, e acaba por repelir para ainda mais longe as mulheres, num ciclo vicioso que se vai tornando cada vez pior.
Estar apaixonado por muitas raparigas ao mesmo tempo deixa-o pensar com coerência e confiança. Você apercebe-se de que existem inúmeras mulheres maravilhosas, e, assim sendo, está suficientemente relaxado para guiar os sentimentos delas até si. Para além disso, a sua confiança e despreocupação atraem mais mulheres, formando um outro ciclo de sentimentos, mas desta vez um ciclo muito positivo para a sua auto-estima.
Algumas pessoas dizem que a relação ideal continua a ser a dois, cheia de amor completo e incondicional. Eu concordo com a última parte da frase: amor completo e incondicional é realmente um ideal. Mas tenho de discordar da parte em que se fala de uma relação a dois. Certamente que uma família precisa tanto de uma mãe como de um pai para criar as crianças e suportá-las financeiramente. Se um dos pais se desviar do caminho correcto, a família pode despedaçar-se. Mas significa isto que, para proteger a integridade das famílias, todas as relações tenham de ser exclusivamente a dois. Que não podem ser permitidas relações poligâmicas a ninguém?
Claro que não. Não somos modelos de comportamento para os filhos de outras pessoas. Como adultos, somos livres para escolher o nosso percurso, e aquilo que faz na sua vida pessoal não vai afectar a sociedade no seu todo. Você não é assim tão importante, e eu também não.
O outro argumento das relações monogâmicas diz que a exclusividade do sentimento de alguém acrescenta valor a esse mesmo sentimento. A verdade é esta, sim, realmente a exclusividade vai ser um valor acrescentado... durante uns tempos. No entanto, este valor depressa vai ser substituído pela rotina. Vai ser encarado como garantido, e vai, eventualmente, degenerar em aborrecimento. Por outro lado, a não-exclusividade pode manter as coisas vivas e quentes durante durante bastante tempo.
Um último argumento que defende a monogamia afirma que por natureza o amor é mutuamente exclusivo, e que não se pode amar duas pessoas diferentes ao mesmo tempo. Este é, sem dúvida, um fraco argumento que só pode ter a sua origem na falta de experiência das pessoas, ou na negação ou incapacidade para perceberem os seus verdadeiros sentimentos. No entanto, mais cedo ou mais tarde, até os mais frígidos moralistas têm de reconhecer a possibilidade de partilhar amor com diversas pessoas, pelo menos a determinado nível. Eles amam os seus pais apenas um de cada vez? Planeiam amar os seus filhos um de cada vez? Claro que não. Eles sentem amor por todos eles. Talvez mais por uns que pelos outros, mas definitivamente nunca «um de cada vez». Alguns podem argumentar que o amor sexual é diferente, mas eu diria que é apenas uma questão de níveis. Amor é amor. Ponto final.
Na maioria das vezes, a monogamia não tem nada a ver com o amor. De facto, uma relação a dois é mais uma questão de conforto de conforto e tradição do que de paixão. Depois de anos de infrutíferas buscas e dolorosas rejeições, encontrou finalmente alguém de quem gosta e que lhe retribui esse sentimento, uma companhia, com a qual preenche a sua necessidade de dar e receber amor. Você suspira de alívio e assenta. Torna-se assim um CPF [Comum Paspalho Frustrado] em direcção ao casamento.
Obviamente que quero realçar que não existe nada de errado na monogamia, em apaixonar-se ou casar-se. Eu encorajo-o a perseguir o seu próprio ideal de amor e relações com o sexo oposto, seja ele qual for.
A minha preocupação é que, muitas vezes, as pessoas "apaixonam-se" porque acham que não têm uma palavra a dizer sobre o assunto. Quando se apercebem de que poderiam ter direito a escolha e que estavam disponíveis melhores opções, fecham os olhos e começam a pregar sobre os benefícios e superioridade da sua forma de estar na vida.
Este livro é sobre escolhas. É sobre fornecer.lhe toda a sabedoria que precisa para explorar todos os caminhos antes de decidir qual o traçado ideal para si. Assim sendo, não interessa se seduz a torto e a direito, se se apaixonou e casou, ou até mesmo se se tornou num monge que leva uma vida celibatária. Tenha só a certeza de que, seja qual for a escolha, a deve fazer na plenitude da sua sabedoria e com os olhos bem abertos.
Obrigado Tony Clink, por teres conseguido exprimir em palavras aquilo que sempre achei sobre este tema, mas nunca tinha conseguido exteriorizar.

Tuesday, January 24, 2012

A História do Pneu

Numa das minhas várias tentativas de perceber alguns conceitos sociais, nomeadamente através da observação na rua, ou através da leitura, especialmente da internet, um dos aspectos que sempre me tem despertado a curiosidade no meio social, é o da aproximação, o da abordagem.
Ou melhor, a que se deve o tamanho receio de efectuar uma abordagem, com uma pessoa do sexo oposto? A meu ver, esse aspecto salta muito mais à vista nos homens que nas mulheres.
A resposta, encontrei-a nalgum material sobre sedução, alguns dos maiores mestres da sedução do Mundo tinham a sua explicação para esse fenómeno social, nomeadamente Mystery, David DeAngelo e David-X.
Afinal, porque têm os homens tanto medo de abordar as mulheres?
Mystery diz que os homens estão evolucionariamente programados para sofrerem de AA (Ansiedade de Aproximação), este facto deve-se à sociedade ter evoluído a um ritmo superior às habilidades sociais dos seres humanos, porque os homens nesse aspecto, ainda se comportam segundo uma mentalidade tribal, noutros tempos nas antigas tribos, o sistema de escolha do parceiro social era bastante idêntico, os homens chegavam-se ao pé das mulheres, e eram estas que tinham a última palavra, e caso esse homem fosse rejeitado, ele só não seria menos sexualmente atraente para as restantes mulheres, como também visto como um perdedor entre os restantes homens da tribo. Escusado será dizer que, um homem aceite por uma mulher, torna-se também mais atraente aos olhos das restantes mulheres, ou seja, o seu sex appeal cresce.
A AA não pode ser evitada, faz parte do ADN humano, seriam precisos muitos anos, possivelmente milhares, para os seres humanos deixarem de ter AA na aproximação ao sexo oposto, em contrapartida a sociedade em termos sociais teria de estagnar até a evolução humana conseguir atingir o seu nível, como devem perceber, isso não é possível, logo obriga-nos a lidar com a AA, até mesmo os melhores artistas da sedução do Mundo têm AA, mas todos eles só conhecem uma maneira de lidar com ela: A Regra dos 3 Segundos. (Não a vou explicar :P )
Um desses mestres da sedução, conhecido como David-X, tem uma analogia bastante engraçada para descrever o fenómeno da AA, à qual chamou a história do pneu, que eu vou relatar de seguida:
A história fala sobre um tipo que vai a conduzir o seu veículo num dia de sol intenso, e algures durante o percurso rebenta o pneu, o tipo sai para mudar o pneu e repara que o pneu suplente também estava furado, pelo que decide fazer-se à estrada, a rolar o pneu, até encontrar uma estação de serviço que lhe pudesse resolver o problema, era um dia quente, e quanto o tipo rola o pneu, começam a vir-lhe mil coisas à cabeça:
"Será que devia ter trazido o outro pneu em vez deste?"
"Será que devia ter ficado dentro do carro e esperar por ajuda?"
"Estou a ir na direcção certa? À 5 km atrás vi uma estação de serviço, devia voltar para trás?"
"E se não houver nenhuma estação de serviço para onde estou a ir, que faço?"
"E se a oficina estiver fechada?"
"E se o mecânico não estiver lá?"
"E se ele não me atender?"
"E se não repararem pneus?"
etc,etc...
Quando o tipo finalmente chega a uma estação de serviço, o funcionário gentilmente pergunta ao tipo: "Bom dia! Posso ajudá-lo com esse pneu furado?"
E o tipo, furioso depois daquela confusão toda na sua cabeça, pega no pneu, atira-o ao mecânico e diz-lhe: "Fica com a merda do pneu e enfia-o no cu!"

A moral da história é a mesma que causa a dita AA, o medo é mais fictício do que real, vem de coisas que involuntariamente imaginamos perante determinadas situações, é fruto da nossa cabeça, nada mais.

Segundo a minha experiência social, regra geral o que imaginamos como piores casos, e que achamos que nos vai sempre acontecer, não se verifica na larga maioria dos casos, e não acontece de certeza absoluta em duas pessoas dispostas a socializar (pois, ainda anda por aí muita gente à qual apelido de bicho-do-mato), por vezes, um "boa noite" é o suficiente para muitas coisas acontecerem.

Saturday, January 14, 2012

Os "velhos do restelo" e a "malta nova"

Tenho reparado, de forma constante e sistemática refira-se, que numa conversa de pessoas de todas as faixas etárias, os mais novos (entenda-se dos 30 para baixo) são sempre o "alvo a abater" da parte dos "velhos do restelo", como se todos os males do País fosse culpa da malta nova, alguns são, admito sem problemas, há muitos jovens por aí que são a vergonha nacional, mas se formos a ver os grandes males do nosso País, de quem é realmente a culpa deles? Do pessoal mais velho! Eu disso não tenho qualquer tipo de dúvida!
Os "velhos do restelo" acusam os jovens de hoje em dia de serem mimados, mal-educados, de serem incompetentes, desleixados, de não saberem o que é sofrimento, a fome, etc...
Em defesa de muitos jovens (sim, nem todos merecem), tenho a dizer que muitos de nós passaram fome (e alguns ainda passam) porque os grandes e gloriosos senhores "velhos do restelo" preferiam ir para a tasca embebedarem-se do que pôr comida no prato em casa, também muitos de nós fomos obrigados a ser adultos antes do tempo, porque os pais ou avós não tiveram a sensibilidade de os educar (sim, já sei, dava muito trabalho e na vossa altura ia-se trabalhar logo a seguir à primária).
Eu sempre disse que nunca faz muito sentido comparar o incomparável, é verdade que hoje em dia uma sardinha não dá para três pessoas, mas também não é menos verdade que temos uma juventude muito mais culta e competente, com cursos técnicos e superiores e trabalho na área é uma miragem, quanto mais conseguir trabalho apenas com a primária... São tempos e circunstâncias diferentes, não faz muito sentido serem comparados, cada geração tem os seus problemas no seu devido tempo.
Na verdade a ideia deste post nem sequer é fazer comparações, mas sim condenar a atitude deplorável dos "velhos do restelo" que condenam sistematicamente a malta nova pelos males que o País atravessa, e agora sim, vou dizer umas coisas:

- Em termos políticos, quem vota maioritariamente no mesmo bloco central à mais de 3 décadas, que governo após governo, é sempre a enterrar Portugal, em todas as frentes? Resposta: os velhos do restelo!

- No mercado de trabalho, quem implementou o famoso sistema de cunhas, a corrupção, e a mentalidade que o novato é sempre um "alvo a abater"? Resposta: os velhos do restelo!

- A maioria da população Portuguesa é aposentada, maior que a população activa, ou por outras palavras, os "jovens incompetentes" que esfolam-se a trabalhar a recibos verdes para vocês receberem a vossa bela reforma e irem estoirá-la na tasca mais próxima.

- De que geração vem a tão podre mentalidade da subsídio-dependência, caça ao subsídio, baixas aldrabadas, e demais aldrabices? Resposta: dos velhos do restelo!

- O Mundo não pára, evolui constantemente, seja em termos de sociais, tecnológicos etc, não podemos ter a mentalidade do finca-pé eternamente no estado actual, sob o risco de não progredirmos nunca mais, e estagnar é morrer, um País não se pode dar a esse luxo. E aquele remédio novo inventado por um "jovem incompetente" que deu mais uns anos de vida a um "velho do restelo" para continuar a estoirar as suas reformas na tasca mais próxima.

Muito mais poderia ser dito, mas acho que dá para entender a ideia onde eu quis chegar. Posso ter feito uma generalização a um nível brutal, e haverá sempre excepções à regra, mas também não posso deixar de referir que é a moeda de troca feita pela generalização do "malta nova" e outras demais semelhantes. A "malta nova" não é a causa dos males do País, e muito menos poderá ser um bode expiatório das responsabilidades falhadas da parte dos "velhos do restelo".

Thursday, December 17, 2009

Homossexualidade

No dia em que o Governo leva ao Parlamento a proposta para os casamentos civis gays, também eu dou a minha opinião acerca da homossexualidade no meu blog.

A questão da homossexualidade é, e sempre será um assunto crítico de debate nas sociedades actuais.

A meu ver a paneleiragem devia de ser expressamente proibido por Lei, até 1997 (não foi assim à tanto tempo) a Organização Mundial de Saúde tinha na sua lista de doenças de foro psicológico-sexual a homossexualidade (NÃO NÃO FOI A EXTREMA-DIREITA, FOI A OMS!).
E isto nem é por acaso, está provado cientificamente que a homossexualidade deriva de um desvio qualquer no cérebro, ou seja, é uma situação anormal, e não uma opção sexual como muitos gostam de apregoar.

Mas muitos dos ditos "paneleiros" hoje em dia, penso que o são devido à questão de moda, que os gays são fashion, que são espertos e inteligentes, que têm maior aceitação social que os normais, e outras coisas que tais, fora as influências político-sociais que apregoam a paneleiragem como algo de bem a torto e a direito, como por exemplo a música e até mesmo a indústria cinematográfica (Brokeback Mountain por exemplo).
Acho isto extremamente negativo visto que os jovens são facilmente influenciáveis, confundem as ideias e inclinações dos jovens com os seus comportamentos desviantes.

Falando dos paneleiros doentes-psicológicos e não dos que o são por moda ou influência externa, devia-lhes ser dado tratamento psicológico adequado para o caso deles, visto que é uma doença que origina comportamentos críticos e inaceitáveis para qualquer País que se diga civilizado.

E agora o mais preocupante, o Lobby Gay, lobby esse que atingiu uma dimensão, força e poder incríveis a partir de meados dos anos 90, está presente praticamente em todos os sectores da sociedade, política, educação, jornalismo, etc... tudo o que lide com alguma espécie de massas, o lobby gay está lá presente, E ISTO É QUE É PREOCUPANTE!
Nas últimas duas décadas o Lobby Gay tem exigido reinvidicações que à apenas duas décadas seriam escandalosas, tais como o casamento civil com todos os direitos e a adopção de crianças.
É este mesmo lobby que sai em defesa (digam antes "esmagar") dos paneleiros contra tudo e todos que lhes apareçam pela frente, de certa forma, os gays controlam uma boa parte de tudo o que tem poder ou influência na actual sociedade.

Outra coisa preocupante, e que têm-no conseguido face ao poder crescente do Lobby Gay, é os mesmos direitos que todos os outros, desde o casamento civil até à adopção de crianças, isto é simplesmente abominável, inadmissível e nojento, estamos a falar de gente com comportamentos anti-naturais a reivindicar a normalidade! Isto é, se reivindicam coisas que são normais para qualquer pessoa normal, é porque eles mesmos não são normais! Isto é mais que óbvio, é elementar!

Como se o comportamento homossexual por si só, já não fosse algo completamente abominável e aberrante, é ainda aceite pela sociedade actual em vez de ser combatido fortemente pela mesma!

Os panascas estão actualmente a deter um poder que tal, que mais ano menos ano, acreditem que vão "obrigar" o tão conservador Vaticano a aceitar paneleiragem nos seus quadros! (eu não sou defensor da doutrina do Vaticano, disse isto como exemplo, porque a Igreja Católica em si não costuma ceder a certos lobbys, e têm razão em serem contra a paneleiragem, contra o aborto e contra a toxicodependência).

Não vos mete nojo, quando estão por exemplo, numa grande superfície comercial, ou num transporte público, e estão dois rabetas a beijarem-se e a apalparem-se todos? Imaginem isso na cabeça duma criança que esteja nesse mesmo local a passear com os pais ou com os avós! As aberrações fazem os seus actos em plena luz do dia, seja onde for, e ainda o fazem com muito orgulho, como se fosse algo normal e tivessem sequer direito a expressarem-no com muito orgulho, como uma espécie de exemplo a seguir ou merda do género! NÃO CABE NA CABEÇA DE NINGUÉM! (pelo menos alguém normal!)

Quanto à questão da adopção, imaginem o trauma que deve ser para uma criança ser educada por dois gays! Simplesmente imaginem só! Não é repugnante só de pensar nisso?

Estou mesmo a ver o puto na escola, os colegas dele:
-"Como se chama o teu pai?"
-"João."
-"E a tua mãe?"
-"Carlos"

WTF!?!?!?!?!

E essa mesma criança sem culpa nenhuma, irá ganhar uns minhentos traumas, nunca estará ao nível duma pessoal normal no ponto de vista social, e tão grave como os dois pontos citados anteriormente, irá ser fortemente influenciado a ser homossexual! Sim porque todos os "paizinhos" gostam que os filhos lhes sigam o exemplo, só que neste caso não se trata de algo normal! Trata-se de algo ABERRANTE, ABOMINÁVEL E INADMISSÍVEL! É que nem tem discussão porra!

Se fôssemos uma sociedade com valores, dignidade e um mínimo de honra, a homossexualidade nunca teria conseguido tanto poder e expressão como detém actualmente, mas seria fortemente reprimida e contestada, e é assim que deveria ser! Este ponto não é discutível!

Como já dizia o outro: "Dantes era proibido, hoje em dia já se aceita, vou-me embora antes que seja obrigatório..."

Uns poderão dizer que este post é homofóbico, eu digo que trata-se de colocar as coisas no seu lugar, também há gente que pratica swing, ménage à trois e outros fetiches sexuais (que não são da minha conta nem de ninguém), e não saiem por aí "à conquista do mundo" como os homossexuais o fazem. Uns dirão que ninguém tem nada a haver com o que se passa dentro da casa dos outros, mas no fundo a questão acaba por ser essa, eu tenho o direito de viver com 3 mulheres ou mais, e de fazer com elas o que bem me apetecer, mas devo ter também o BOM SENSO de não julgar que isso é um comportamento social normal ou aceitável e muito menos recomendável!

Sunday, December 6, 2009

Fuck Public Display of Affection

Já não escrevia no blog à muito tempo, umas vezes por falta de tempo, outras por falta de inspiração, hoje no regresso aos posts vou-vos falar daquilo que eu entendo como 'Public Display of Affection' e da imbecilidade que traz a si associada.
Entenda-se PDA (Public Display of Affection) aquela coisa que anda tanto em voga, como o nome diz, as demonstrações públicas de afecto, coisa que atinge proporções gigantescas nos casais de namorados por exemplo, entre outros grupos sociais, mas penso que o maior destaque seja mesmo nos namoricos.
Mete-me nojo que onde quer que eu vá, veja essas demonstrações de afecto, se estou na faculdade vejo malta à marmelada, se vou a um centro comercial vejo malta à marmelada, se vou num transporte público vejo malta à marmelada, quando não é marmelada é abraços e beijinhos e tudo o mais, ehpá tipo... eu não quero saber o que duas pessoas que não conheço de lado nenhum acham uma da outra, isso não contribui em nada para a minha felicidade, deixem de ser imbecis e de se armarem em bons (no fundo é isso) para o "resto do mundo" que ninguém quer saber o que raio passa-se entre eles! Qual é a racionalidade ou a lógica de duas pessoas andarem a fazer essas figuras ridículas em público? A maior parte nem se apercebe que quem vê até ridiculariza a situação, e com razão obviamente.
Nem na Internet nos safamos da PDA! Seja em websites, blogs, fóruns, Messenger, hi5, Facebook, onde quer que seja está repleto de PDA que dá vontade de vomitar, é nicks e fotografias com o "amorzinho da vida", mensagens de amor, malta no MSN a contar o tempo de namoro que leva (a ideia deve ser provar que sabem contar até N...), enfim, são todos eles actos extremos de imbecilidade! O que se passa entre duas pessoas deve ficar entre elas (e/ou os seus próximos), e não a ser exibido na via pública para qualquer um ver, a meu ver, eu até considero isso uma autêntica FALTA DE RESPEITO para com o cidadão comum que vai a passar e tem de andar a gramar com o Peace and Love de estranhos que não conhece de lado nenhum, é absurdo, é ridículo!
A 'Woodstock Nation' e o seu Peace and Love de junkie shit já acabaram nos anos 70, 30 anos depois, era de esperar alguma evolução mental nas pessoas, ao invés disso a maioria da população caminha na direcção oposta...
À pouco tempo vi um filme que se chamava World's Greatest Dad, o filme em si é uma bela porcaria, mas as ideias que eu tirei de certos elementos do filme foram boas, o rapaz no qual o filme centra-se por uns instantes, na sua escola, ao ver um casal de namorados no namorico dizia "Arranjem a merda dum quarto!" (claro que lá tiveram de fazer dele a besta do filme), entretanto esse rapaz morre acidentalmente, o pai faz com que pareça suicídio e faz umas artimanhas de maneira a que toda a gente pense que o seu filho era muito inteligente, quando os media espalharam a notícia juntamente com a sua carta de despedida, os diários e essas coisas (tudo escrito pelo pai do rapaz, que andava a ser "manipulado" por uma rapariga), o falecido jovem ganha uma vasta legião de fãs, em especial no meio escolar, quando ele era vivo todos o desprezavam, gozavam, metiam-se com ele, etc... e agora era o ídolo deles, as raparigas andavam com tshirts com foto do rapaz, os cacifos todos decorados com o nome dele, faixas pela escola toda, houve um inclusive que até tatuou a cara do falecido no seu braço, enfim, um hino ao PDA, momentos antes do filme acabar, o pai admite publicamente que foi o autor da carta de despedida e do diário do filho, e que ele não se suicidou mas morreu acidentalmente, e então tudo voltou ao normal, ou seja, todos voltaram a odiar o rapaz.
Onde é que eu quero chegar? QUE É ISSO MESMO, SEM TIRAR NEM PÔR, QUE ACONTECE NOS RELACIONAMENTOS ACTUAIS, ESPECIALMENTE ONDE HÁ PDA!!!
São todos uma cambada de fucking loosers!
Pessoas que sintam necessidade de exibir os seus sentimentos por outra pessoa na via pública, trata-se de gente imbecil com um espírito muito pobre e falta de personalidade própria, afinal 99,9% do planeta faz (ou faria se pudesse) o mesmo! Genial não? NOT!
Ainda mais imbecis são as pessoas em questão se afirmarem que a razão de fazerem o que fazem é por amor ou paixão, como se essas duas coisas não fossem execráveis, aliada à imagem actual que o amor e a paixão têm hoje em dia, que é uma felicidade, que é o máximo, que é sério, que é credível, que é "para sempre" entre outras barbaridades, no fundo trata-se de duas coisas banais, de fácil acesso a qualquer um, e que qualquer pessoa diz isso à outra por meia dúzia de tostões (vocês perceberam o que eu quis dizer), isso no sentido actual, porque o verdadeiro sentido já foi à vida, eu comparo o amor/paixão e afins com o "the american dream", toda a gente gostava de viver o "sonho americano" durante o auge da prosperidade, a terra da liberdade e da felicidade e essas coisas todas, só se esqueceram que o american dream à muito que foi absorvido pelo capitalismo norte-americano e que actualmente não é mais do que um meio de propaganda para atingir certos fins, na maioria dos casos, magoam-se as pessoas que foram atrás do sonho americano, porém a única coisa que conseguiram foi o pesadelo americano o mesmo acontece com o amor/paixão e com o PDA associado a eles.
Eu costumo dizer, especialmente quando me refiro ao fim dos relacionamentos, "QUANDO A MERDA JORRA, ATÉ TRANSBORDA!", eu tenho por regra recusar-me a "levar por tabela" quando uma pessoa que seja minha amiga ou conhecida tenha acabado um relacionamento, a razão é muito simples, a maioria do pessoal que namora esquece por completo os seus amigos, e passa a ser alguém que vive em função de outra pessoa, altera os seus hábitos e a sua rotina, esquecendo ou menosprezando tudo aquilo que foi real e sério durante muitos anos da sua vida, ou seja, um imbecil autêntico, e quando a merda acontece, vêm logo à procura do "ombro amigo" das pessoas que conviveram com o mesmo antes do relacionamento que foram na sua maioria, completamente desprezados durante o mesmo, depois é tempo de dizer "Onde estiveste nos últimos N tempos? Connosco não foi! Se a merda transbordou para o teu lado, olha aguenta-te, nós não temos nada a haver com isso".
Com isto o leitor já deve estar a pensar que eu sou anti-relacionamentos, eu não sou anti-relacionamentos, sou é anti-imbecilidade, acredito que é possível um equilíbrio entre casais e as respectivas amizades, entre o homem e a mulher (no faggots here), e especialmente, gostaria de acreditar que é possível duas pessoas gostarem uma da outra sem fazerem as figuras ridículas que fazem (PDA).
Exemplos ridicularizantes do PDA é coisa que não falta, até vou dar exemplos de diálogos que eu próprio fiz questão de testar e confirmar com N pessoas.
Um dos casos mais comuns e imbecis, é sem dúvida o das alianças, ou anilhas de pombo como diz uma pessoa que eu conheço, show off puro de PDA! Perguntei a uns quantos porque usam alianças, e as respostas não foram muito variadas, basicamente iam desde a confiança conquistada por outrém a sinal de comprometimento com outra pessoa e no meio está sempre o clássico "ehpá ela é que quis esta merda" claro...
Todas as respostas são imbecis obviamente, mas a que eu gostei mais foi a da confiança sem dúvida, questionei os tipos que me disseram essa da confiança para irem sem aliança a próxima vez que fossem ter com as namoradas, foi o pânico expresso na cara deles, desde respostas a "tás doido? depois não pára de me chatear a cabeça!", "eu nunca tiro a aliança" ou simplesmente "não vou fazer isso..." são exemplos extremos da falta de confiança na outra pessoa, aliás a confiança é tanta que se uma das partes tem o azar de se esquecer da aliança por algum motivo a coisa treme logo (como foi o caso de uma das pessoas com quem falei sobre o tema) , não haja dúvida que a confiança é muita... (ironia on). Nem sequer vou falar do tradicional "registo de propriedade" que qualquer pessoa com dois palmos de testa chega lá. Em todo o caso isto das anilhas de pombo faz-me lembrar uma parte do filme Phone Boot em que o indivíduo em questão, que é casado, ao entrar num telefone público para telefonar à amante retira a aliança enquanto faz a chamada e no fim desta volta a colocá-la no dedo. Genial não? :)
Uma outra coisa que perguntei foi algo do género "Se tivesses uma proposta de trabalho do estrangeiro, com um vencimento digamos, irrecusável, algo como 20 mil euros mensais por exemplo, aceitavas ir para o estrangeiro e deixar tudo o que te liga cá para trás?"
A maioria das respostas negativas tinha como origem os namoricos!!! Inacreditável!!! Eu fiquei chocado quando me derem as respostas, então estamos a falar, embora hipoteticamente, da oportunidade de uma vida, de vencimentos que no nosso Portugal seriam impossíveis para as profissões alcançáveis a essas pessoas, a melhoria das condições de vida, a oportunidade de ser alguém, de progressão na carreira, e a malta dava-se ao luxo de recusar por causa do namorado(a). Ficaria curioso em fazer a mesma pergunta à outra pessoa do relacionamento, mas tal não foi possível, mas não me parece que as respostas iriam coincidir todas, até digo mais, um homem ou mulher (mulher, não pita!) a sério até fazia questão de ser ele(a) mesmo a mandar a outra parte à vida por recusar uma proposta irrecusável! FUCKING LOOSERS!!! Fiquei chocado com tanta imbecilidade, é um facto, especialmente nos tempos que correm...
Apesar das várias coisas atrás faladas serem autênticos hinos à imbecilidade, nada mete-me mais chocado que ver uma pessoa a viver em função da outra, sem tirar nem pôr, é isso que acontece com a maioria dos casais wannabes, é uma autêntica falta de respeito pela própria pessoa, sucede-se claro o fim das amizades com os amigos ou o afastamento de qualquer pessoa que nada tenha em comum com as pessoas do relacionamento, a perda de personalidade própria, e em casos mais extremos, um dos envolvidos no namorico ser um pau mandado e nem ter noção da imbecilidade em que se envolveu... FUCKING LOOSER!

É por essas e por outras que, quem me conhece, quando eu vejo essas situações acontecerem, dou-lhe logo o aviso que quando a merda jorrar e transbordar escusa de vir ter comigo! Shit happens!

Todo e qualquer adepto ou praticante (se é que se pode chamar assim) do Public Display of Affection, é automaticamente uma pessoa extremamente imbecil, sem qualquer respeito pelos outros e por si próprio! Ou por outras palavras, é um FUCKING LOOSER!!!

Sei que o que escrevi, provavelmente tem panos para mangas para a maioria da "populaça geral" como eu costumo dizer e poderá ser para muitos um assunto polémico, especialmente pela forma como o descrevi e escarrapachei no post, podia ser pior, poderia ter posto os nomes das pessoas em questão, mas a minha intenção era dar a esclarecer o absurdismo e imbecilidade do PDA e não ofender o fulano ou fulana 'A' ou 'B', mas basicamente, se tudo o que está aqui escrito te parece um disparate desde o início, então lamento informar-te que és um FUCKING LOOSER!!!

FUCK YOU AND FUCK YOUR PUBLIC DISPLAY OF AFFECTION!!!

Friday, March 20, 2009

Priest Feast @ Lisboa

A Priest Feast ocorreu na terça-feira 17 de Março no Pavilhão Atlântico em Lisboa, e tinha como cartaz 3 colossos mundiais do Metal: Testament + Megadeth + Judas Priest!

As 3 bandas estão de parabéns, todas cumpriram na perfeição o que se esperava delas com o tempo que lhes foi disponibilizado.

Nem tudo foi bom, como já era de esperar, o som do Pavilhão Atlântico não é dos melhores, em Testament ouvia-se demais as guitarras em detrimento da bateria, mas em Megadeth aconteceu o oposto, apenas Judas Priest se apresentou com um som equilibrado.

Agora as bandas pela ordem em que tocaram:

Testament - Com apenas 40 minutos para actuarem e uma set-list "morna", os Testament deram um grande concerto, o seu vocalista Chuck Billy (um sobrevivente do cancro) tem uma presença e interacção com o público fantástica, e uma voz de fazer inveja a muitos. Nota boa para Alex Skolnik, que nos deliciava com os seus dotes de mago da guitarra. Uma boa demonstração de uma das bandas mais lendárias do Thrash metal americano.

Megadeth - Foram, na minha opinião, a banda que deu o melhor concerto. Megadeth tocou durante 60 minutos e foi arrasador do primeiro ao último minuto, pure fucking thrash! Ver Dave Mustaine ao vivo é sempre um sentimento especial, é impressionante como a idade parece que não tem peso nele, passaria despercebido por um jovem de vinte e poucos anos. Dave Mustaine tem também o privilégio de ter na formação actual da sua banda alguns dos melhores instrumentistas de metal, James LoMenzo e Chris Broderick mostraram os argumentos que levou Mustaine a trazê-los para os Megadeth, de destacar também o groove sólido de Shawn Drover e LoMenzo. Mustaine disse no fim da actuação de Megadeth que foi um grande erro Megadeth ter ficado tanto tempo sem vir a Portugal dar um concerto, arrancar uma reacção destas do Mustaine é um grande feito. Espero que a promessa seja cumprida, e que Megadeth seja cabeça de cartaz!

Judas Priest - Os velhinhos Judas Priest deram também um grande concerto, com muito show off, bonito de se ver, tão característico das bandas da NWOBHM, o momento alto da sua actuação foi quando entoaram a "Painkiller". Judas Priest actuaram quase duas horas e para uma plateia já cansada, mas ainda com umas réstias de energia para saudar os Judas Priest de várias formas ao longo das suas músicas. Foi JP quem fez o encore mais bonito, Rob Halford entra com uma Harley-Davidson pelo palco e canta a 'Hell Bent for Leather' imóvel na Harley. Em Judas Priest todos os seus elementos tinham boa interacção com o público, apesar do destaque ir para o Rob, os guitarristas também puxaram bastante pelo pessoal, mas eu pessoalmente, o que mais gostei de ver foi o baterista de Judas Priest, o homem tem um estilo do caraças a tocar bateria.

Resumindo e duma perspectiva geral, este Priest Feast é provavelmente o melhor concerto de 2009 em solo Português, estiveram juntos 3 colossos mundiais do metal, e todas essas bandas deram um concerto inesquecível, a plateia esgotada do Atlântico, com cerca de 8 mil t-shirts pretas provam que o Heavy-Metal está vivo e de boa saúde em Portugal.

Sunday, March 1, 2009

MSN kills IRC?

Este é um assunto que muitas vezes falo com o pessoal que conheci no já "extinto" IRC, os meus primeiros passos no mundo virtual foi precisamente as longas horas passadas no IRC a conhecer pessoal dos 4 cantos de Portugal, pois bem, com a ascensão do MSN isso acabou...

O MSN, apesar de todas as mariquices, ser mais seguro, uso à webcam e afins, não engloba o verdadeiro gozo de frequentar os chats virtuais: conhecer pessoas!
Pensem de vossa sinceridade: desde que têm o MSN, conheceram alguém porreiro inesperadamente?

Claro que não! Com o MSN ficaram limitados aos "vossos", tipo o "Gettho da Varsóvia" como diria um amigo meu, só têm acesso a pessoal com quem já tiveram no mínimo algum contacto, e não nada espontãneo como acontecia no IRC.

E no meu caso, acontece também, que só paí 10% dos contactos se aproveita, se a maior parte deles trata-se de pessoas que vês todos os dias, ou com frequência, vão-lhes dizer o quê?

Para além do MSN ter morto a capacidade do chat virtual de conhecer pessoal instantaneamente, há outro grande inconveniente: quem não se lembra das conversas de grupo num canal? Com mais do que dois intervenientes, ou por vezes o canal todo a debater um assunto ou um tema qualquer, quem frequentou o IRC sabe do que estou a falar, e era esse um dos grandes trunfos do IRC...

Como diria Nietzsche, modernismo não é sinónimo de evolução, e a meu ver, isso aplica-se perfeitamente neste caso, porque o MSN é "moderno", mas nem por sombras é melhor que o velhinho IRC...

O meu veredicto à questão "MSN kills IRC?" é que o MSN assassinou por completo o IRC, eu próprio que nem gosto do MSN fui "obrigado" a aderir ao mesmo afim de continuar a ter contacto com as pessoas que eu tinha conhecido, mas a partir desse instante tornou-se uma comunidade fechada, no sentido que já não é possível fazer conhecimentos espontaneamente.

Wednesday, February 4, 2009

Postal - The Movie

Após ver o filme 'Postal', baseado no jogo de computador com o mesmo nome, decidi escrever sobre ele, porque é talvez o filme de comédia mais inteligente que já vi!

Mas antes de percebermos o brilhantismo todo por trás do filme, temos que dar uma espreitadela às origens: o jogo de computador.
O jogo 'Postal', na sua última versão( Postal 2) é um First-Person-Shooter, cuja jogabilidade incentiva o jogador a dar largas à sua imaginação no espectro da violência, cortar cabeças com uma pá, dar pontapés nas cabeças decapitadas, mijar para cima das pessoas, regar com gasolina e pegar fogo, usar um gato como silenciador duma shotgun, isto e muito mais é possível e não só, é incentivado a que o jogador o faça no jogo 'Postal'! Quanto à temática do jogo, e é este o aspecto importante para perceber o filme, o jogo goza com TUDO, panascas, campanhas anti-violência, religião, terrorismo, etc...

Entrando no filme propriamente dito, tinha lido uma vez num site quando um teaser do filme 'Postal' tinha sido posto a circular na Internet, que dizia o seguinte: "Postal vai insultar o mundo".
Mal imaginava eu, que essa frase é mesmo perfeita para descrever o filme, isto porque o filme toca, usa e abusa aqueles assuntos críticos da actualidade que a sociedade defende que não devem ser objectos da comédia.
Pois bem, no filme 'Postal' vemos um gozo dos grandes, a esses assuntos críticos da actualidade (com muita violência pelo meio claro, como manda a regra em Postal...), temas como terrorismo, religião, racismo, adultério, intolerância, sexualidade, massacres na via pública e muitos outros, estão expostos de uma maneira humilhante no filme!

Eu gostei bastante de ver o filme, porque se trata de uma comédia inteligente, ao verem o filme se pensarem bem no que está por detrás da cena que está a acontecer, percebem que foi tudo pensado e que está relacionado com acontecimentos reais!

É um tipo de filme de comédia diferente daquelas merdas de adolescentes e afins, não tem nada a haver sobre uma gaja que acabou de descobrir que o pito não serve só pa mijar...

O realizador do filme é o tão criticado Uwe Boll, 'Postal' foi o 2º filme de Uwe Boll que eu vi, o anterior foi o 'In The Name of The King', que também me surpreendeu bastante pela positiva, porém nas análises aos filmes de Uwe Boll só leio chuvas de críticas, facto pelo qual fico incrédulo porque até agora gostei dos filmes dele, e note-se que sou um esquisito com cinema! (bom, sou esquisito com tudo... mas isso já é outra hstória)

Saquem, comprem ou aluguem o filme 'Postal' e divirtam-se =)

Saturday, January 10, 2009

RIP Hélder "Snylen" Silva

Ainda estou em choque, e com algumas lágrimas a escorrerem-me pela face, à algumas horas atrás recebi a notícia por e-mail que um amigo meu faleceu devido a um problema de ritmia.

A pessoa em questão trata-se de um jogador de Call Of Duty 2, que durante muito tempo jogou comigo, era uma pessoa exemplar, sempre humilde, honesta e frontal, enfim, um exemplo a seguir.

Já nos longínquos anos do net-gaming, de repente o meu amigo 'Snylen' deixou de dar notícias, nem e-mails, nem telemóvel, enfim ,nada, tinha desaparecido do mapa. Então eu e mais um amigo meu, que também é amigo do Snylen, decidimos começar uma busca por ele, que durou cerca de um ano, até que eu me lembrei que conhecia de vista um rapaz que tinha estudado com o Snylen, e mandei-lhe e-mail a explicar a situação e se sabia algo do paradeiro do Snylen.

Hoje, dia 10 de Janeiro de 2009, recebo a resposta, e o pior receio vinha-se a confirmar: Hélder "Snylen" Silva tinha falecido, estava justificado o seu desaparecimento súbito à um ano e tal da pior maneira possível...

Faltam-me as palavras neste momento de dor, tento ganhar forças para parar de tremer e ainda não consegui ao longo deste post, sinto-me ridículo em prestar-te homenagem desta maneira, mas a verdade é que não posso fazer mais nada... :(

Fica a angústia de não poder voltar a ver-te ou ouvir-te, mas sei que ficarias fodido comigo por estar como estou, e sei que se estivesses aqui dirias para eu me recompor e alegrar-me imediatamente, por isso meu amigo, vou tentar!

Quando todos me viraram as costas, tu estavas sempre pronto para me ajudar e a impedir que o barco se afundasse, eu devo-te muito, e os GENO também.

-GENO.Snylen PARA SEMPRE!

Onde quer que estejas, terás sempre um grande amigo aqui a torcer por ti!

Descansa em paz meu amigo!

David "Loits" Duarte / -GENO.Loits